24/03/2017 às 14h19min - Atualizada em 24/03/2017 às 14h19min

Saiba mais sobre a migração do SQL Server para o Linux

Novidade representa grande mudança nas estratégias da Microsoft com seu banco de dados

Guilherme Not

Business Research Guide

Um anúncio feito há quase um ano pegou muita gente de surpresa na época: a Microsoft lançará uma versão do SQL Server para Linux. Agora essa mudança de estratégia da empresa - que muitos consideravam impossível - já é praticamente realidade, com uma versão de testes disponível e o lançamento oficial programado para o primeiro semestre deste ano.

Se você ainda não sabe como o SQL Server se portará no sistema operacional de código aberto mais popular do mundo, logo abaixo apontamos alguns pontos positivos da novidade.

 

As vantagens de levar o SQL Server ao Linux

O objetivo da Microsoft com essa mudança, claro, é fazer com que ainda mais pessoas utilizem o software de banco de dados da empresa, mesmo que fora da plataforma Windows. Já que até agora os usuários do Linux só contavam com outras opções (como Oracle e MySQL, por exemplo), a chegada do SQL Server ao S.O. de código aberto representa uma porta de entrada para uma grande parcela do mercado - no caso, quem trabalha com Ubuntu e Red Hat, as duas versões mais populares do sistema open source.

Ou seja, na prática, o lançamento significa que a Microsoft, ao menos no âmbito de seus clientes corporativos, está colocando seu software de database a frente do seu tradicional sistema operacional (o Windows) como principal produto. Portanto, a primeira vantagem para os usuários do Linux é contar com mais uma opção disponível.

A nova versão terá todas as características prometidas para o SQL Server 2016 “padrão”, com foco em flexibilidade, performance de ponta e compatibilidade com tecnologia de cloud computing. O software terá performance comparável com sistemas de missão crítica, recursos avançados de segurança e funcionalidades híbridas na nuvem - inclusive o tão esperado recurso Stretch Database, que possibilita acessar dados locais e na nuvem com agilidade e de forma integrada.

 

As desvantagens de levar o SQL Server ao Linux

Já no lado negativo, existem algumas desvantagens com essa guinada estratégica da Microsoft e tanto para a empresa quanto para os usuários. Isso porque, ao manter o software exclusivo do Windows, a companhia tinha total autonomia e conhecimento aprofundado e estabelecido da plataforma. Já no caso do Linux, será preciso não apenas trabalhar em conjunto com outras corporações (Red Hat e Canonical, responsável pelo Ubuntu), mas também adaptar o SQL Server para sistemas bastante divergentes do Windows e entre si mesmos.

No lado dos usuários, a chegada dessa nova database também demandará uma adaptação. Aprender todas as ferramentas, funcionalidades e nuances do SQL Server pode ser um desafio, especialmente para empresas que não possuem uma grande estrutura de TI ou profissionais especialistas no software - e que, assim, não poderão aproveitar todo o potencial dele. Uma solução prática e muito eficiente para esse problema é contar com uma consultoria MySQL especializada, que preste o suporte de banco de dados atualizado com a versão para o Linux.

A expansão dos produtos Microsoft para sistemas operacionais de código aberto não chega a ser algo inédito, pois nos últimos tempos a empresa tem flertado com essas aberturas. Mas é inegável que uma versão SQL Server para Linux representa um marco nessa nova estratégia que busca ampliar a abrangência da empresa - e quem ganha é o mercado, que passa a contar com mais competição, e, claro, os usuários.

 

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