05/10/2016 às 21h33min - Atualizada em 05/10/2016 às 21h33min

Microagulhamento para tratamento de estrias

Marina Puciarelli - Fizzy

Fizzy

Quem nunca se sentiu incomodada ao colocar um biquíni por causa das indesejadas estrias, que atire a primeira pedra. Mesmo sendo algo normal, muitas mulheres têm a autoestima afetada por conta desse problema. Entretanto, com o avanço da medicina, muitos tratamentos estéticos prometem acabar com as estrias, como no caso do microagulhamento.

O que é microagulhamento?

A Dra. Kaliandra Cainelli, dermatologista no Rio de Janeiro, explica: “O microagulhamento é um tratamento estético em que são usadas várias agulhas de aço cirúrgico esterilizadas que, na maioria dos casos, estão dispostas em um rolo para facilitar sua aplicação. Passa-se o rolo na pele a fim de provocar pequenos pontinhos, que aumentam a vasodilatação, estimulam a formação de colágeno e facilitam a absorção de alguns medicamentos”.

O procedimento é indicado para tratar diversos problemas dermatológicos como flacidez, envelhecimento, cicatrizes em geral (inclusive as de acne), envelhecimento, manchas na pele, calvície e, é claro, para amenizar as estrias.

Ele pode ser feito em várias partes do corpo, incluindo coxas, glúteos, seios, abdômen, entre outras.

Como o microagulhamento é feito?

Em primeiro lugar, o microagulhamento deve ser feito num consultório com um profissional especializado, e requer uso de creme anestésico ou anestesia local, a depender do comprimento da agulha utilizada.

Aplicada a anestesia, o especialista precisa esperar de 30 a 50 minutos antes de começar o procedimento em si. Depois, são realizados movimentos de vai e vem com o aparelho em contato com a pele, por toda área desejada. Ele é passado várias vezes em um mesmo plano. Pode ocorrer sangramento, de acordo com a espessura da agulha, mas ele cessa após poucos minutos.

“O número de sessões varia, mas, geralmente, são feitas três ou quatro, com um intervalo de um mês entre elas, para dar tempo de a pele se recuperar”, diz a dermatologista.

Cuidados especiais

Os cuidados no pré-tratamento mudam de acordo com a pigmentação da pele. Os pacientes com pele mais escura devem fazer uma preparação com clareadores nos 30 dias que antecedem o microagulhamento.

Todos, independentemente da cor da pele, devem interromper o uso de ácidos entre 72 e 48 horas antes do procedimento.

Após o tratamento, a pele costuma descamar um pouco, apresentar crostas superficiais, ardor, leve inchaço e vermelhidão. Também fica mais sensível ao vento, frio, sol e calor. Nesses casos, é indicado o uso de água termal, cicatrizantes e antibióticos, todos receitados pelo dermatologista.

Outras coisas são muito importantes: não mexer no local e não lavá-lo com água quente nas primeiras 24 horas, evitar a exposição solar nos 45 dias que se sucedem ao procedimento, mas, sempre que for necessário sair ao ar livre, usar o filtro solar de fator de proteção adequado, a fim de não formar manchas, e não arrancar as crostas que podem se formar na pele.

Quem não deve fazer o microagulhamento?

Não são muitas as contraindicações para realizar o microagulhamento. Pacientes com problemas de coagulação sanguínea que façam uso de medicamentos para tratamento da doença (anticoagulantes), pessoas com diabetes não controlada, câncer de pele, lesões na região escolhida, com acne em atividade e com herpes ativa não devem realizar o tratamento.

Ele também é expressamente contraindicado em indivíduos com psoríase. Gestantes não devem fazer caso haja uso de medicamentos combinados ao tratamento.

No caso de pacientes com predisposição a queloides, é preciso que a situação seja avaliada, pois talvez não seja possível fazê-lo em algumas áreas.

A Dra. Kaliandra ressalta: “Antes de realizar qualquer procedimento para tratar as suas estrias, faça uma consulta com um dermatologista, para que tudo corra bem e não haja nenhum dano à sua pele”.

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