07/09/2016 às 15h48min - Atualizada em 07/09/2016 às 15h48min

Empreendedores faturam quase R$ 2 milhões mudando a forma de comprar remédios

Com 3 milhões de views mensais, buscador de medicamentos Cliquefarma repassa R$ 70 milhões em oportunidades por mês às redes de farmácia

Lara Vendramini - Press Works
Fundadores do Cliquefarma (Foto: Divulgação/Cliquefarma)

Pesquisar preços na internet antes de comprar remédios hoje é um hábito, mas nem sempre foi assim. Em 2010, o empresário Ângelo Alves dependia de um medicamento caro e difícil de encontrar. Tal dificuldade e a necessidade de economizar levaram o empreendedor e seu sócio, Cezar Machado, a criarem o Cliquefarma, comparador online de produtos farmacêuticos pioneiro no mercado. Atualmente, o site recebe 3 milhões de views mensais e o faturamento da empresa já chega a R$ 1,8 milhão anual, com um repasse de cerca de R$ 70 milhões em oportunidades por mês às drogarias.

A ferramenta é gratuita para o internauta. Ao digitar o nome do produto – não só remédios, mas também itens de higiene, como fraldas e shampoos –, o site traz instantaneamente os preços encontrados em 40 drogarias online, que entregam em todo o Brasil. Entre as redes consultadas estão Drogaraia, Drogasil e Drogaria São Paulo, entre outras. São cerca de 215 mil ofertas disponíveis no total.

Segundo os fundadores do buscador, para alguns produtos a economia pode chegar a 155%. "Nossa proposta é ajudar o brasileiro a economizar no orçamento doméstico. Quem compara preços de medicamentos e cosméticos pela internet encontra diferenças expressivas entre as farmácias. Um mesmo varejista vende, em média, 16% mais barato no seu canal online do que em lojas físicas”, explica Alves.

Além da economia e praticidade, quando a busca é por medicamentos específicos, de pouco estoque ou muita demanda, é possível encontrar o produto com apenas um clique, sem precisar se deslocar de uma farmácia para outra. “O surto de dengue, Zika e Chikungunya no verão fez com que o repelente Exposis, que combate o mosquito causador, ficasse muito difícil de achar, por exemplo”, relembra o fundador do Cliquefarma.

Alves e Machado também ponderam que “embora apenas 10% das compras de medicamentos no Brasil sejam feitas online, o potencial do mercado é muito vasto. A cultura de compra via e-commerce no Brasil ainda é muito pequena se comparada a outros países como Estados Unidos”. Até o final do ano, os fundadores pretendem crescer 38% e lançar um aplicativo para facilitar ainda mais a busca por medicamentos.

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